
Fiquei enrolando junto com meu anfitrião em Curitiba, ele ia correr a prova de 10km para passar o tempo e depois iria me encontrar fazendo o caminho inverso da Maratona para terminar comigo a longa jornada. O tempo estava agradável com a temperatura subindo do jeito que eu queria, pois no sábado a tarde o tempo fechou e até choveu, o vento frio apareceu o que me desanimou um pouco(não suporto o vento gelado), mas no domingo tudo estava conspirando a favor. Faltando 5 minutos para a largada, o Elson da Playteam apareceu novamente, ficamos conversando junto com o Santinho(meu anfitrião) quando percebemos que a largada fora dada, saímos calmamente e fomos os últimos a passar o tapete, já com 2 minutos de prova. Fomos conversando e aquecendo e chegando nos outros corredores, tínhamos em mente o mesmo pace de 05:00 min o km e com tanto trânsito pela frente passamos o 1º km em 05:32 de acordo com o garmin, um pouco alto, mas como aquecimento tava bom, o 2ºkm ainda com aquela muvuca a frente passamos em 05:14, o 3º e o 4º deu para começar a acertar o passo e passamos em 05:03 e 05:02 e assim fomos até o km 33 entre 04:45 e 05:15, conversando, vendo os pontos turisticos, mexendo com os outros corredores quando estes tinham alguma identificação nas costas da camiseta, pegando água, isotônico, esponjas de água e até banana, não sou bom para gravar em qual km que essas coisas aconteceram, mas o que gostei realmente foi que os postos de apoio eram na maioria formados por crianças, escoteiros e lobinhas, todos felizes, contentes por participar de um evento desse porte, muito diferente de qualquer outra corrida que já participei onde geralmente o apoio é um adulto mal humorado que preferia estar em casa dormindo, mas está lá trabalhando.
O povo curitibano também estava na rua incentivando a passagem dos maratonistas, é claro que nos cruzamentos onde o trânsito fora interditado para passar a corrida eram os locais que estavam os chatos que ficaram incomodados por não poder passar e ficavam dentro do carro ligado com cara feia e ainda buzinavam, como se fosse resolver alguma coisa. Paciência! Para mim isso foi motivo de diversão.
Tive que parar antes do 9º km para amarrar o tênis, meus dois laços tinham se soltado, amarrei e dei um sprint para alcançar o Elson, depois por volta do km 24 acho, não sei ao certo, o ceguinho aqui ouviu alguém falar "Antonio", era a Yara que eu acabara de passar e não vi, voltei um pouquinho, falei um Oi, desejei boa prova e peguei a tal cápsula de sal com gosto de laranja e num outro sprint emparelhei novamente com o Elson e continuamos como um relóginho na média de 05:00/km, não exatos porque o perdido no começo não tinha sido recuperado, passamos a marca da meia em 01:47 aproximadamente, mas ainda assim tava tudo sob controle, o sol pegando forte, eu encharcado de tanta água que jogava, estava sempre com a mão ocupada, carregando água, isotônico, a camiseta do #twittersrunday, a esponja, a banana, cada km tinha alguma coisa diferente, tava vendo a hora de dar um nó nos meus braços de tanta bagunça e malabarismo que tinha que fazer para abrir um Gel ou a luta que foi para abrir a tal cápsula de sal. Mas, tudo isso no maior alto astral, dando risada e curtindo cada passada. O único momento que fiquei com as mãos livres, foi quando encontramos com a Super mega corredora TOMIKO, ela estava caminhando e dei para ela a água que eu carregava e continuamos, devo ter ficado uns 2 ou 3 kms e no próximo posto de água já me reabasteci.

Por uns 10km nós ficamos trocando de posição com um corredor que levava um cadeirante, na descida ele disparava e na subida nós passávamos ele, quando ele vinha forte eu até tentava ajudar gritando para quem estava a frente abrir caminho para a cadeira e quando ele estava atrás e ligava o turbo na descida era ele que gritava "Playteam, olha a cadeira, Playteam ", teve uma vez que entendi
carteira e parei para ver se tinha caído alguma coisa da minha marmita, mas era ele de novo que passou voando descida abaixo. Acho que lá pelo km 30, decididamente não tenho a menor ideia, encontrei e passei pela Lilian, mandei um '"Oi" com bom término e continuamos firme e forte até o km 33 quando achei que o Elson tava acelerando um pouco mais que eu e que se eu continuasse ia quebrar, deixei ele ir e segurei um pouco para ver no Garmin a velocidade que estava, fiz o 34º em 05:27, o 35º em 05:53 quando deu uma impressão de tentativa de cãimbra na perna direita, o 36 fiz em 05:46 e na altura do 37 o meu anfitrião Santinho apareceu vindo no sentido contrário, ele fez meia volta para me acompanhar, disse que tinha corrido os 10km, visto a chegada da Elite e estava voltando do fim para o começo ao meu encontro, fechei o km seguinte com ele em 05:45, 05:29 e 05:54, subimos um viaduto com o campo do Coritiba ao lado conversando, quando olhei para o relógio, comecei a fazer contas, sabia que dava para fechar SUB4 horas naquele ritmo, mas faltavam menos de 4 km para o fim e ainda tinha alguma folga para tentar um SUB 03:40(número que eu queria ter alcançado em Floripa em Abril, para ingressar no Ranking da ContraRelógio, mas devido as condições da prova lá, terminar já foi uma vitória e um trauma tbm), pensei, fiz contas e comecei a acelerar, nem olhei para o Santinho e fui me distanciando, virei o km 40 em 05:09, respirei fundo, mais umas continhas rápidas e olho pro chão, comecei a correr com mais vontade, tentando sincronizar os braços para não disparar os batimentos e sem olhar para os lados, desisti de fazer festa na chegada, de procurar pelos fotógrafos que deviam estar lá, de mostrar a camiseta do #Twittersrunday que estava na minha mão a corrida inteira, esqueci de tudo, só queria vencer o relógio, apitou mais um km , o 41 em 05:38, o 42 em 05:31, estava sobrando ainda mais de três minutos, só que o pórtico de chegada não CHEGAVA NUNCA, ouvia o barulho da arquibancada mas não olhava para o lado, tinha que alcançar o tapete, olhei para o relógio de novo, 500 metros, 03:40, o tapete, pisei, apertei o cronometro, vi 03:40 de novo, nem me preocupei em saber os segundos, precisava respirar, recuperar o ar, pegar mais água GELADA, algumas pedras de gelo para esfriar o motor, um apoio apareceu para saber se estava tudo bem, veio me abraçar, nem precisou, continuei andando, peguei mais água, estava exausto e ao mesmo tempo muito Feliz.
Fiquei esperando o Santinho chegar e me refrescando, encontrei ele, combinamos o ponto de encontro e fui pegar a medalha, o lanche, comemorar!
Na saída encontrei o Elson, nos cumprimentamos, o Santinho apareceu, o céu escureceu, começou uma ventania inacreditável, o Santinho queria ir embora antes da chuva, começamos a sair mais apressado quando o Elson aparece novamente com a noticia que o Reginaldo havia quebrado e estava no posto médico recebendo tratamento, fiquei muito preocupado, mas naquele momento eu não podia fazer muita coisa, quem era mais indicado para ajudar era exatamente onde ele estava, o posto médico, falei com o Elson, ele disse que resolveria, então fui com o Santinho tomar uma chuva inacreditável para lavar a alma e agradecer pela ótima corrida.
Chegamos no carro, tinha um lugar coberto na rua bem em frente, onde nos secamos, troquei de roupa e fomos embora.
Cheguei no meu hotel 1000 estrelas, tomei um banho restaurador, um almoço maravilhoso, muito papo furado até às 18:00 quando fui levado para o aeroporto, peguei meu "Maratonando" e fiquei lendo até chegar em SP, muito feliz mesmo. Fui dormir para mais de 03:00 da manhã e acordei zerado às 08:00. Já são 03:30 e cá estou, acordado, tentando lembrar detalhes...
Realmente, Indescritivel! Objetivo alcançado com sobras, muito melhor que qualquer pensamento anterior, principalmente depois das experiências passadas.
Encontrei agora a Revista ContraRelógio de Jan/09 com o Ranking de 2008 e acabo de resolver a minha questão. Masc. 30-34 tempo 03:40:59
TÔ DENTRO!!!
Lembrei, no meio do caminho tinha um Tião, com uma câmera na mão, preciso achar essa foto para registrar a ocasião. hehehepta
O Reginaldo está bem, quebrou no Km 37, com cãimbras, ele tavavoando para fechar em 03:00 a 1ª maratona. Vai ficar para a próxima. Valeu a experiência. Para quem não sabe ou não leu o meu post da Maratona de Floripa, o Reginaldo foi meu anjo lá, ele que me acompanhou nos kms finais, viu eu me arrastando para terminar de atravessar o deserto. Torço muito por ele, É muito gente boa. Valeu Reginaldo! Em breve terá sua revanche.
O Elson, ele fez Floripa que nem um robozinho, foi perfeito, disse que em Curitiba nos últimos kms sentiu um pouco as subidas, segurou e chegou 30 segundos na minha frente com 03:39:29, quase que alcanço ele, ia ser muito legal terminar juntos. Valeu Elson!
Tenho que agradecer o apoio dessa turma internética dos #twittersrun que de alguma forma me incentivava nos treinos e ajudava a não esquecer do Objetivo final: Sobreviver a #MaratonadeCuritiba. Valeu #Twittersrun! Vamos invadir a #Pampulha. hehehepta
E principalmente a minha amiga virtual
Mayumi que praticamente só ela, tirando raras excessóes, deixou alguns comentários nesse blog. Inclusive o do post anterior me lembrando que para esse blog sobreviver terei que mudar o nome(Título). hehehepta
Parabéns a todos que lá estiveram, principalmente ao Reginaldo, Elson, Yara (04:58:13), Lillian(04:29:44) , George(04:37:11) , Tomiko(04:48:10) e João (03:52:56)